

É o fim do calvário corintiano. Foram necessárias 32 rodadas para o Alvinegro Paulista retornar à Série A do Campeonato Brasileiro. Com seis partidas de antecedência, o Corinthians decretou o acesso no jogo contra o Ceará. Douglas e Chicão marcaram os dois gols da partida. A platéia de 36 mil fanáticos presenciou, enfim, o tão esperado retorno.
Embalado por sua Fiel Torcida desde o fatídico dia da queda (2 de dezembro de 2007), os torcedores lotaram as arquibancadas na maioria dos jogos. Gritos de incentivo como “Louco por Ti Corinthians”, “Não pára”, “Pra te ver jogando” e outros deram som e ritmo ao elenco do Parque São Jorge durante a saga de 2008.
Num jogo com um nível melhor que a maioria dos jogos da Série B, o Corinthians venceu o Criciúma, em Santa Catarina, por 2×0 e sacramentou o já esperado título da Série B. A conquista veio com quatro rodadas de antecedência. A cabeçada precisa de Chicão e um gol de Cristian, que recebeu um belo passe de Douglas, somou 76 pontos para o Alvinegro Paulista. Ninguém mais consegue o alcançar.
É o fim da era de uma administração longa e truculenta, marcada por parcerias desastrosoas. O time pagou caro e agora é hora de dar adeus aos gramados ruins e aos frequentes jogos aos sábados. Para homenagear a um dos maiores clubes do país e do mundo, fizemos uma reportagem especial que cita algumas canções inspiradas na paixão pelo Timão. A matéria foi gravada na semana do retorno à Série A, antes do Corinthians confirmar o título.


Ok ok. Todo mundo já sabe (e poucos contestam): Pelé é mesmo Rei. Só que um dos mais célebres nomes brasileiros esconde um lado não muito conhecido: a aventura nas composições e interpretações. Sim, não com tanto êxito como no futebol, Pelé compõe, toca violão e ainda canta.
O talento incontestável dos gramados, o melhor jogador do mundo, com passes e gols mágicos, tem dom mesmo é para o futebol. Mas, ele achou que não custava nada arriscar. Só que o Rei não aceitaria ser apenas um amador, mesmo que fosse na música. Pelé tem disco solo gravado e até duetos com uma das maiores cantoras brasileiras.
Ah, vai. Quem aqui não canta no chuveiro?
Não acredita que o Rei resolveu fazer parte da plebe da música brasileira? Pois ouça pra crer. Confira logo abaixo uma reportagem especial do O Gol de Letra feita em homenagem ao aniversário de Pelé, comemorado no último dia 23 de outubro.
*Agradecemos a colaboração sempre essencial de Lucas Froede.


Torcedor que se preza sabe pelo menos alguns versos do hino do time do seu coração. Mesmo que as vitórias sejam escassas, a melodia e o ritmo das respectivas canções também estão na ponta da língua. Para dar nova versão e uma pitada de modernidade nos hinos dos principais clubes brasileiros, o produtor e compositor Pierre Aderne convidou músicos que passam do rock ao samba, que são do sul ao norte, para defenderem seus times. Escute abaixo alguns hinos que foram lançados pela Revista Placar nos anos de 1996 e 2004.

Homenagem da torcida tricolor a Cartola
Existe uma ligação triste, porém intrigante, entre Cartola e o Flu. O dia 30 de novembro de 1980 foi marcado por alegrias e tristezas. Em uma tarde chuvosa, o Pó-de-Arroz derrotava o Vasco por 1×0, com gol de falta de Edinho(o Máquina), e conquistava o Campeonato Carioca daquele ano. Na mesma data, Cartola faleceu, vítima de câncer.
(Esse mesmo jogo foi o tema da última crônica escrita por Nelson Rodrigues. Fanático pelo tricolor, o autor desobedeceu ordens médicas e, no leito do hospital, ditou para seu filho todo o sentimento despertado pela conquista.)
Outubro é o mês do centenário de Cartola. Se estivesse vivo, o compositor teria completado 100 anos no último sábado, dia 11. Segundo Guimarães Rosa, “as pessoas não morrem, ficam encantadas”. Cartola continuará eternamente encantando com “As rosas não falam”, “O mundo é um moinho”, “Peito Vazio”, “Verde que te quero Rosa”, “Autonomia”, “Nós dois”, “Fita meus olhos” e “Sala de recepção” (somente para citar algumas).


Qual a menina que nunca colecionou papéis de carta? E que garoto não guardava com carinho todas as suas bolas de gude? Já com 27 anos, Diogo Nogueira tem um costume que traz desde a infância. O sambista, que já sonhou em ser jogador profissional ( e bateu bastante bola por aí), coleciona camisetas de futebol. Só do seu time do coração, são mais de 30. Flamenguista fanático, ele nos conta detalhes da carreira de sambista e a forte influência do futebol na sua vida. Filho do cantor e compositor João Nogueira, Diogo herdou do pai o talento do samba e a veneração pelo futebol.
Numa tarde de um sábado quente e ensolarado em Brasília, depois de ficar várias horas sem dormir e enfrentar uma longa passagem de som, Diogo Nogueira conversou com o O Gol de Letra. Ouça abaixo mais detalhes na reportagem especial.


Rivalidade fora dos campos não está com nada. Se dentro das quatro linhas um sempre tem que perder e o outro vencer (ah, vai, às vezes tem empate), parece óbvio que um dos lados não levará a melhor. Porém, não raro os shows dos campos dão espaço ao vandalismo cometido por torcidas arqui-rivais. Quem dá bom exemplo é a dupla Kleiton e Kledir. Fãs de carteirinha de dois times tradicionais gaúchos, os irmãos convivem harmonicamente, apesar das richas entre colorados e gremistas. Kleiton, torcedor do Grêmio, e Kledir, fanático pelo Inter, já até se aventuraram a gravar hinos e inclusive têm projetos de compor para a torcida. Escute mais detalhes na reportagem especial.
* Novidade na área: O Gol de Letra agora está também nas ondas do Rádio. Isso mesmo! Você pode conferir as reportagens especiais sobre futebol e música, toda sexta-feira, das 17h às 19h, na Revista 100,9 da Rádio Cultura. Se estiver em Brasília, é só sintonizar a 100,9 FM. Os leitores-ouvintes de qualquer lugar do mundo também podem conferir a Revista pelo link www.movimentocalango.com.br/radiocultura.asp .

O Gol de Letra apresenta a partir de hoje algumas músicas do CD dos Hinos, lançado pela revista Placar em 2004. Maria Bethânia,
Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Los Hermanos, Zeca Pagodinho, Ira!, Arnaldo Antunes são alguns dos artistas que compõe o time de renomados craques da música popular brasileira cantando seus hinos do coração.

Começamos a série com um cruzeirense declarado: Samuel Rosa, o vocalista do Skank. O mineiro é fanático por futebol e não dispensa uma pelada. Mas ele leva a aparente brincadeira à sério e entra para ganhar, até mesmo em futebol de botão. O amor pelo futebol, inclusive, o motivou a compor, ao lado de Nando Reis, o hit “É uma Partida de Futebol”.
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Em 2003, um ano antes do CD ser gravado, o Cruzeiro estava imbatível. Sob o comando de Wanderley Luxemburgo, a Raposa venceu tudo o que tinha direito: o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileirão.
Além da ótima campanha realizada pelo time, a rivalidade também serviu de inspiração para o cantor. Ao ouvir a versão de Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest) e o grupo Tianastácia para o hino do arqui-rival Atlético-MG, Samuel declarou à Revista Placar: “Ficou do cacete. O do Cruzeiro precisa ficar ainda melhor”. Depois de quatro horas de gravação, confira aqui o Hino do Cruzeiro cantado por Samuel Rosa.

O nome de batismo é Jards Anet da Silva. A mistura de culturas já é evidente no sobrenome francês e no outro bem brasileiro. Mas não foi com nenhum deles que o cantor e compositor, tido até como “maldito” (no sentido musical), ficou nacionalmente conhecido. Para o que chamam de nome artístico, escolheu Jards Macalé (foto da esquerda).
O apelido é de infância, quando ainda jogava futebol nas praias do Rio de Janeiro. Jards é flamenguista, mas por sua pouca habilidade com a bola, em campo o chamavam de Macalé, em referência a um jogador do Botafogo (foto da direita) que não tinha lá fama tão boa. Jards nos conta mais detalhes aqui.
Você sabia que o Jards Macalé já participou de um documentário chamado “Flamengo Paixão”? O filme é da década de 80 e conta a história dos três tricampeonatos cariocas conquistados pelo time da Gávea. A gente conta mais detalhes em breve!

Restam 22 dias para a inauguração do Bezerrão! Será? Bom, promessa é dívida e a população e torcida gamense esperam ansiosamente que o prazo seja cumprido. Em reforma desde o início de 2006, o estádio do Alviverde finalmente voltará à ativa. A abertura oficial ocorrerá na mesma data do aniversário da cidade, 12 de outubro.
Mas, calma lá, jogo mesmo só dia 19… e de novembro! Além disso, o novo gramado não será estreado pelo Periquito. Ainda não está confirmado, mas rumores - vindos do Governador do Distrito Federal, Roberto Arruda – apontam para um amistoso entre a Seleção Brasileira contra a Rússia (ou quem sabe Portugal).
Pior para o Gama, já que a maior parte de seus torcedores afirmam que uma das explicações para a péssima campanha na Série B seja a ausência de jogos “em casa”. Por conta da reforma, o Verdão tem mando de campo no Mané Garrincha, que fica há uns 30 km da cidade, e, talvez por isso, a maior torcida do Distrito Federal leve aos jogos uma média de público bem escassa: uns mil, quando muito.
Ok. Porém, vamos combinar que o estádio está ficando muito bonito. Se o pior não ocorrer e o Gama não dançar na Série B (tomara que permaneça nela!), queremos ver o Alviverde num lugar melhor que a atual 14ª colocação na tabela. Afinal, a tradicional equipe candanga já faturou uma segundona, em 98. Com 33 anos de história, o Gama acumula 10 títulos locais.
Em contrapartida, a fama de time clássico está mais no papel. Ultimamente, o Gama vem fazendo feio nos campeonatos locais- que são fraquíssimos tecnicamente -, não chegando nem a vice-liderança. É esperar que com a nova obra o time se empolgue e propicie mais alegria aos torcedores. Por hora, vejam: mais de R$ 50 milhões já foram gastos nessa reforma. (Eles estão de olho na Copa de 2014,claro ….)
A boa novidade é que além do estádio ter disponível 20 mil lugares para as pessoas conferirem as disputas, haverá no local um auditório para teatro e um anfiteatro para a realização de shows ao ar livre, com capacidade para cinco mil pessoas. Não que receberá músicos do porte de The Police, Rolling Stones ou Madona, hehe, (deixa isso para o nosso querido Maracanã!) mas certamente é uma baita novidade.
E, tchan ran: não menos importante, o galpão para a escola de samba Mocidade Independente do Gama treinar suas batucadas e batidas estará de volta. Quem sabe assim, em seu local de origem, a agremiação repita a campanha de 2005, ano que sagrou-se pela primeira vez a campeã do carnaval candango.
E é assim, com uma estrutura aparentemente de primeira, que o estádio tentará receber diversificados eventos. O Bezerrão obedece todas as normas do Estatuto do Torcedor, do Regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para campeonatos de primeira divisão e todos os itens de recomendação da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para estádios de futebol. (Repito: eles sabem que 2014 está aí…)
Ronaldo Cury, gerente de esporte da Administração Regional do Gama, nos disse que “é promessa do próprio Arruda a entrega do Bezerrão no dia 12 de outubro”, então, vamos torcer para que de fato isso ocorra. Além de bons shows musicais e desfiles carnavalescos graciosos, o ninho do periquito merece muitos bailes de futebol. Ver para crer!

Confira a Ficha Técnica do novo Bezerrão, o estádio do Gama, tradicional Alviverde Candango, campeão da Série B em 98 e o maior vencedor local ( 10 títulos brasilienses) .
Nome: Estádio Walmir Campelo Bezerra
Local: Gama, DF
Primeira Construção: 1977
Primeira Inauguração: 9 de outubro de 1977 Demolição: Final de 2005
Reinauguração: 12 de outubro de 2008 * PREVISÃO!
Proprietário: Governo do Distrito Federal
Arquiteto: Ruy Ohtake
Capacidade: 20.000 lugares
Público recorde: 14.740 pessoas ( 15 de abril de 1979, Guará 2 x 1 Gama)
Primeira Partida: Gama 1×2 Botafogo
Primeiro gol: Gil (Botafogo)
Campo:
Medida atual: (105m x 68m)
Medida anterior: (100m x 75m)
* A área gramada será de 121m x 83m, com sistema de irrigação e drenagem
* Haverá dois bancos para os reservas e banco para a Federação de Futebol.
* Arquibancada Norte: 2.984 cadeiras.
Sob a arquibancada haverá banheiros, um bar, um anfi-teatro com camarins e banheiros.
* Arquibancada Sul: 2.984 cadeiras.
Sob a arquibancada haverá banheirose e um bar. Será destinado uma área atrás da arquibancada para construção do galpão da escola de samba Mocidade do Gama.
* Arquibancada Leste: 6.104 cadeiras.
Sob a arquibancada haverá banheiros e dois bares.
* Arquibancada Oeste: 7.806 lugares
- Setor Azul = 5.133 cadeiras,
- Setor Verde = 878 cadeiras,
- Setor Vermelho = 1.488 cadeiras,
- Camarotes/tribuna de honra = 307cadeiras
- 200 lugares para pessoas com
deficiência de locomoção.