*** Texto de Leandro Zaca, formando em Publicidade e Propaganda pela UnB***
Um jogo que marcou a história do futebol brasileiro. Consagrou o seu primeiro hexacampeão e único time a ganhar um tricampeonato seguido. E, eu poderia quase dizer que ele aconteceu do outro lado da rua. São Paulo e Goiás foi um jogo não muito empolgante em seus noventa minutos para aqueles que não torcem para o tricolor paulista, mas inesquecível para os mais de 15 mil torcedores que lotaram o Bezerrão.
A emoção e a expectativa foram grandes, a começar pela fila enorme formada no ginásio Nilson Nelson e as muitas horas em pé no sol escaldante para comprar os ingressos. Mas, em nenhum minuto faltou animação e vontade de ver o São Paulo sagrar-se o maior de todos os campeões desse país. O hino e os cantos da torcidas começaram ali na fila e terminaram só muito depois do jogo acabar.
A ansiedade era visível nos semblantes de cada um que esperava o momento de gritar “É campeão”. O estádio foi sendo tomado vagarosamente pelos torcedores são paulinos, e por volta da 4 horas, o que era possível de se ver eram mais de 15 mil torcedores já empurrando o time e balançando as 20 mil bandeiras distribuídas do lado de fora do campo. Que por sinal, é pequeno, o que já dava sinais de ali ser travado um jogo truncado e de muita marcação. Mas, para os brasilienses são paulinos que presenciaram a partida foi a glória, pois puderam ver bem de perto cada um dos craques em campo.
Após um pequeno atraso e uma confusão gerada por uma disputa boba pelo banco de reservas, foi dado o apito inicial. Era hora de roer todas as unhas e de grudar no radinho, para que não passassem em branco os lances do jogo entre Grêmio e Atlético Mineiro. A torcida além de incentivar, se comprometeu a vaiar o Goiás quando este tocava na bola. O que deu certo em partes, pois ambos os times estavam nervosos e erravam bastante. O time goiano chegou a gritar gol quando Paulo Baier de letra quase abriu o placar.
Mas, quem chegou de fato a esgoelar-se foi o torcedor tricolor, que logo aos 20 minutos vibrou com Borges. Depois da cobrança de Rogério Ceni, que desde o apito da falta já tinha seu nome ovacionado pela torcida, o atacante são paulino teve só que empurrar para as redes o chute torto de Hugo. Torcedor algum pôde dizer que havia impedimento no lance, pois ao ver a rede balançar, a única coisa que foi possível expressar foi a alegria de um gol, que poderia ser o do hexa, acontecer ali a pouquíssimos metros.
O jogo seguiu, veio o segundo tempo, e a chuva tomou conta do Bezerrão. Uma tempestade que impedia um pouco a vista de tão forte, mas que por causa do frio, incitava o torcedor a pular e cantar ainda mais. O São Paulo melhorou, e conseguiu criar algumas chances com Dagoberto e uma bola na trave, que depois da defesa incrível do goleiro Iarlei, para o desespero são paulino, não entrou. Depois disso, a angústia pelo apito final ia só aumentando, até que a torcida encharcada pôde finalmente ir à loucura e soltar o grito de Hexacampeão.
A festa tomou conta do estádio. Ver o Muricy Ramalho sozinho dando a volta no campo, fazendo questão de cumprimentar quase que cada torcedor ali presente, foi indescritível. Os jogadores também foram até o alambrado para mostrar a taça, e junto a torcida comemoraram e vibraram bastante.
O Bezerrão ficou ainda menor, ao ter que agüentar tamanha felicidade dos milhares ali presentes, que o tempo todo cantaram “São Paulo eu te amo demais/O dia em que tu não existires/ Eu não quero sorrir nunca mais”. Era hora de sair para a rua, começar o buzinaço e gritar aos quatro ventos “Dentre os grandes és o primeiro”.
São Paulo. Campeão Brasileiro em 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.
*** Texto de Gabriel Castro, formando da Faculdade de Comunicação da UnB.****
Repare, prezado leitor, na história inacreditável compilada no vídeo abaixo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uFls7gbbJ2s]
É o retrato de um bando de covardes.
Agora assista à seguinte cena.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0Q-dBori0F4]
É esse o Botafogo que eu quero.
Não tolero mais Túlio chorão, Lucinho Pantufa Flávio, Jorge Cai Cai Henrique, Wellington Paulista e Diguinho, o surfista de Canoas. Os que ainda não foram embora, o façam o quanto antes.
Assim como já se foram Dodô, Joilson, André Lima e Juninho. Sem sangue. Amarelões. Covardes. Mocinhas.
O botafoguense dos anos 60 era um mal-acostumado; via em campo uma das maiores formações futebolísticas de todos os tempos. É o time do zombeteiro Mané Garrincha, que não sabia o que era tática e ainda sim humilhava, um a um, os adversários.
O alvinegro da década de 80, um conformado. Aprendeu a apanhar com dignidade, e enchia os estádios mesmo na fase mais aguda do jejum. É o time do Puruca.
Túlio Maravilha criou uma geração de botafoguenses com auto-estima e certa molecagem na década de 90. Fase repleta de ídolos.
Veio a queda em 2002, e em seguida o início da gestão Bebeto de Freitas. Depois chegaram Lúcio Flávio e Cuca. Formou-se trio ícone da geração ninguém cala: o time do quase; de jogadores e torcida apáticos; jogando bonito às vezes, mas amarelando na hora H.
O auge desse time se deu em 2007. Ano que se encerrou com o vexaminosa tragédia no Monumental, cujas imagens o amigo já viu logo acima.
2008 foi o ano da transição. No mesmo time, André Sagat Luis e Pantufinha.
O ano que vem deve ser o marco da nova geração: que a torcida volte a cantar nos estádios a musiquinha que ironiza a morte dos flamenguistas quando parte da arquibancada do Maracanã cedeu, em 1992. Quero ouvir os bons xingamentos ecoarem pelos estádios. Quero invasão de treino se a equipe perder 3 jogos seguidos.
Exijo um time que jogue feio, e que enfrente cada dividida como se jogasse a final do mundial contra o Manchester em Yokohama, e não a terceira rodada da Taça Rio contra o Bangu, em Moça Bonita. Que não chore quando for roubado, mas tire o cartão da mão do juiz e advirta o árbirtro.
Quero ver Zárate balançar as redes depois de trombar com o zagueiro e, em seguida, erguer o punho cerrado e sair comemorando com sua cara redonda.
André Luis sendo expulso muitas vezes, cada vez de forma mais original.
Túlio Souza dando carrinho em qualquer um que passar pela frente.
Castillo catimbando sempre que puder, e lançando seu cuspe uruguaio na cara do Obina.
Lulu Almeida quebrando a perna do Richarlysson, como fez com o Reasco no ano passado.
Rey Franco, anote aí. O time é esse:
CastÍDOLO, Alessandro, André Luis, Ferrero (volta) e Lulu Almeida; Wellington Júnior, Túlio
Souza, Verón (vem) e Lucas Silva; Zárate e Fábio Will Smith.
Leandro Guerreiro e Renato Silva talvez possam ficar no banco de reservas.
Não quero mais ouvir “E ninguém cala” no Engenhão. Aliás, não quero mais jogos no Engenhão, e sim no caldeirão de Niterói Caio Martins. 12 mil pessoas gritando à beira do alambrado. E os adversários perdidos em meio ao gramado esburacado.
Chega desse clima festivo, de resgate da dignidade. Obrigado, Bebeto de Freitas, mas chega.
Para 2009, quero sangue, fúria, confusão, violência e caos.
Porque títulos, nós não vamos ganhar mesmo, de qualquer jeito.
O Botafogo terminou o Brasileirão em sétimo lugar.
*** Texto de Braitner Moreira, blogueiro do www.quattrotratti.com e estudande da UnB ***
Cala a boca, Bárbara! Porque Adílson, queira você ou não, sabe dos caminhos dessa terra que leva a Libertadores. Criticado e não raro apupado por Bárbara a plenos pulmões no Mineirão, o Capitão América comandou o clube mais estável da temporada brasileira. Mesmo campeão Mineiro, eliminado na Libertadores só pelo temido Boca Juniors e terceiro colocado no Brasileiro tendo passado 37 das 38 rodadas no G-4, Adílson nunca foi unanimidade e Bárbara foi contra sua permanência.
Bárbara, coitada, se esquece de quem construiu o time cruzeirense mais estável desde a Tríplice Coroa, só não mais confiável devido à baixa idade média do elenco. Também remonta de 2003 o alto número de jogadores identificados com Bárbara. Fábio, Jadílson, Ramires, Fabrício, Wagner e Guilherme caíram em sua boca. E Bárbara se faz de difícil pra Thiago Heleno, Jonathan, Henrique. Mas acredite, se um dia os perder, Bárbara vai ter dificuldade para encontrar o sono.
Até mesmo quem estava no grupo se viu reconstruído por Adílson, cuja teimosia não fazia bem para quem estava de fora. Nenhum daqueles que olham a vida dos dois de fora gosta de treinos táticos fechados, muito menos mistério. E treinos assim abertos Adílson fez apenas dois em todo ano, ambos em dezembro. Era de se esperar que a imprensa alcoviteira jogasse Bárbara contra Adílson e assim se fez.
E Adílson nunca se fez de rogado, nunca abandonou seus ideais por Bárbara. Perdendo, Adílson já tirou um atacante para botar um volante e saiu com o jogo vencido. Mas Bárbara, boa mulher, só se lembra de quando isso não deu certo. Adílson, bom homem, soube admitir que não fez nada certo quando saiu humilhado de Goiânia. Mas Bárbara, oras, não soube elogiar quando os volantes de Adílson guiaram o time pelo sucesso em Curitiba.
Muito porque Bárbara é exigente, mas não é muito diferente das outras. Gosta mesmo é de um bom lugar-comum, de bom papo e boa aparência. Adílson sabe dos segredos que ninguém ensina e é parceiro nas campanhas, nos currais, nas entranhas. E de Bárbara, olha só, quantos ais ai.
Cala a boca, Bárbara! Este homem te salvou quando estava prestes a entrar na zona com Renato Gaúcho. Com Adílson você tem passado, ganhou presente e espera um bom futuro. Olha o fogo e cala a boca, Bárbara.
O Cruzeiro conseguiu uma das vagas para a Libertadores 2009 e terminou o Brasileirão em terceiro lugar. “Cala a boca, Bárbara” é uma música de Chico Buarque e Ruy Guerra, composta em 1972/73 para a peça Calabar.
*** Texto de Vitor Matos, recém graduado em jornalismo da Universidade de Brasília****
Este que se despede foi um ano de derrotas monumentais para o Flamengo. A maior delas, me dói só de pensar, remonta ao dia sete de maio, uma impiedosa goleada imposta pelo América do México, conduzido pela estrela de Cabañas. Caio Júnior, nesse dia, assistiu ao desastre das arquibancadas. Mal imaginava o treinador que para ele também estariam reservados vexames históricos.
Muitos comentaristas dizem que o Flamengo perdeu as chances de disputar algo maior no campeonato depois daquelas sete rodadas, no fim do primeiro turno, em que fez apenas dois pontos. Mas o time conseguiu se recuperar depois dessa má sequência, principalmente com a chegada de reforços do quilate do Marcelinho Paraíba. Na verdade, foram nas últimas rodadas, disputando pontos cruciais no Maracanã, que o time deixou escapar de uma vez por todas as possibilidades de título e de vaga na Libertadores. A derrota para o Atlético Mineiro, diante de oitenta mil torcedores, o empate contra a Portuguesa e o inexplicável empate contra o Goiás, depois de abrir três a zero no marcador, foram os reais vilões das aspirações rubro-negras. Tivesse ganhado um desses jogos, hoje o time estaria comemorando a sonhada classificação para a Libertadores.
O que mais indigna é saber que, neste domingo, o time só precisava ter ganhado, já que o Palmeiras, concorrente direto pela vaga, conseguiu a façanha de perder para o Botafogo em pleno Parque Antártica. Porém, mais uma vez o Flamengo tira da cartola uma derrota homérica. Levou cinco gols de um Atlético Paranaense que, neste campeonato, apanhou de quase todo mundo, dentro e fora de casa.
Mas tudo bem. O torcedor flamenguista sempre se notabilizou pelo seu inabalável otimismo, não é agora que iremos abaixar a cabeça. Ainda mais porque 2009 vem aí e, não resta dúvidas, este sim será o ano do Mengão. No ataque, Ronaldo, Adriano e Obina. No meio, Fellype Gabriel, voltando de empréstimo, Marcelinho Paraíba e Edgar Davids, que já manifestou seu enorme desejo de vestir o manto rubro-negro. E no banco de reservas, Renato Gaúcho. Ninguém segura, é hexa.
*** Nem a ausência na Libertadores do ano que vem desmotiva a maior torcida do país. A partir dessa confiança citada acima, recebemos o seguinte comentário de um torcedor flamenguista fanático.
‘Eu canto grito e repito
“Flamengo de todos os deuses
Flamengo, os meus olhos estão brilhando
Meu coração palpitando
De tanta felicidade
Tens na Torcida uma força sem igual
Meu glorioso Flamengo
Cada jogo uma vitória
Cada vitória um carnaval”
se tudo der certo tenho certeza que o time brigará pelo título em 2009′ Danilo Costa
O Flamengo terminou o Brasileirão/2008 em quinto lugar.
…demonstram sua paixão!
E na união de música e futebol, eis a partir de hoje alguns textos de torcedores fanáticos por seus clubes! Essa saga recente e emocionante de finalzinho de ano boleiro merece ser registrada. Agradecemos ( e muito!) as colaborações!
“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Sempre achei os versos da música “Volta por cima” inspiradores, para dizer o mínimo. Depois que O Gol de Letra estreou e eu pude ter algum contato com esse mundo do futebol, a canção fez ainda mais sentido. A cada partida, os jogadores devem estar preparados para qualquer resultado. E se for a derrota, só resta erguer a cabeça e aguardar o jogo seguinte.
Foi este o nosso estado de espírito na última quarta-feira, durante a “cobertura” (ou o que deveria ser) do jogo “Um show de bola”. A iniciativa do evento era reunir artistas e jogadores famosos em uma partida no Estádio Mané Garrincha, em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Teoricamente, nada poderia ser mais adequado ao blog.
Mas como tudo na vida, na prática foi bem diferente. O elenco anunciado pela assessoria de imprensa incluía o cantor Leonardo, Falcão (do Rappa), Zeca Baleiro, os jogadores Dunga, Taffarel, Dinamite e Zico. Nenhum deles pôde vir. Os destaques do jogo foram Fagner, Vampeta e Viola. Este último, inclusive, eu nem fazia idéia de quem era, mas achei que com este apelido sugestivo, poderia render alguma coisa.
Quem me conhece, sabe do meu “interesse” por futebol – só para explicar aos que não estão entendendo nada, eu amo a proposta de unir futebol e música. Mas quando o assunto é só futebol…- e já deve imaginar que eu queria mesmo era falar com o Fagner.
Por desorganização da assessoria de imprensa aliada à nossa falta de experiência, ficamos no lugar errado na hora do jogo. Quando nos demos conta que deveríamos estar à beira do campo, Fagner já tinha saído da partida. Corremos (literalmente), pegamos muita chuva e depois da enorme confusão, conseguimos chegar à porta do vestiário. O segurança informa que ele já tinha ido embora. Fui em direção ao ônibus e consegui alcançar o cantor antes que ele partisse.
Assim que o vejo, já começo a falar com ele e tiro o gravador (aqueles analógicos, de fita cassete. Ainda não me adaptei aos digitais) da bolsa com pressa. Fagner foi super simpático e, mesmo debaixo de chuva, topou dar a entrevista. Ele falou de “Canhoteiro”, música que compôs com Zeca Baleiro, de uma canção que fez em homenagem ao Zico e completou que, no Brasil, música e futebol têm tudo a ver.
Pronto! Era perfeito! Toda a desorganização e cansaço teria valido a pena só com este material. Quando volto a fita para ouvir a entrevista, o pior: me dei conta que nada tinha sido gravado. Eu, por precaução, tinha colocado o gravador em modo pause, com medo que dentro da bolsa algum botão fosse apertado sem querer e eu perdesse o ponto da fita (será que quem nunca usou um gravador analógico vai entender o que estou falando?). Na hora de gravar com o Fagner, fiquei tão esbaforida que me esqueci de conferir a fita rodando.
Vontade de chorar foi o mínimo. Dramas à parte, Jana e eu estávamos num jogo que foi um fracasso (até de público, porque não tinham mais que 200 pessoas naquele estádio), debaixo de uma chuva que não parava, cansadas por termos trabalhado o dia todo e o esforço de tentar superar essas dificuldades não estava adiantando nada: não tínhamos material nenhum para fazer a matéria.
Aí foi a hora da volta por cima. Não adiantava lamentar. O que nos restava era entrevistar os jogadores. Ficamos na porta do vestiário até que Vampeta saiu. Ele foi super acessível, respondeu tudo direitinho. Ótimo. Uma entrevista, pelo menos. Para definitivamente ir para casa, só faltava falar com o Viola.
Quando o jogo acabou e ele se dirigiu ao vestiário, uma multidão se aglomerou ao lado dele: Jana e eu, duas equipes de TV e umas 50 pessoas que queriam fotos e autógrafos. Viola atendeu os repórteres de TV e depois a Jana foi entrevistá-lo. Sempre olhando diretamente nos olhos dela, Viola responde a primeira pergunta. A segunda era saber se ele lembrava de alguma canção que tivesse marcado uma partida, algo assim. Ele fala que não, que música é coisa de momento. De repente, não mais que de repente, ele atira: “Mas a música para este momento é (canta pegando no rosto da Jana) Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez”. E dá uma gargalhada. Um outro jogador que o estava acompanhando tenta tira-lo de lá, mas ele se segurou na Jana e respondeu a terceira pergunta.
Na hora, devo admitir: achei cômico. Foi o que salvou a minha depressão depois do fracasso com o Fagner. Mas, pensando bem, foi um desrespeito do Viola. A Jana estava fazendo uma entrevista profissional e ele não tinha o direito de cantá-la. Infelizmente, sabemos que isso é comum entre as jornalistas do Esporte.
Portanto, este texto, além de ser um desabafo e um complemento da matéria que postaremos aqui amanhã, é um pedido de respeito: Jogadores, saibam ser profissionais dentro e fora de campo.

Gama, campeão da Série B em 98. Diretoria ignora o presente: a queda para a Terceirona
Foi um jogo sonolento. Isso porque eu só vi lances pela tevê. Não fui uma das 83 pessoas que esteve presente ontem no Mané Garrincha para ver a despedida do Gama na Série B.
Rebaixado para a terceirona, o clima de melancolia contagiou ainda mais o Alviverde candango ontem: a partida contra o Bahia acabou sem gols e com o segundo menor público do campeonato. E ainda: lá se foram dez partidas consecutivas sem o Gama vencer.
Há exatamente 10 anos, os tempos eram outros. Em 98 o Mané Garrincha estava lotado com mais de 48 mil pessoas que foram conferir o Periquito vencer a Série B…
Porém, ah, porém, ontem ocorreu um caso inusitado e que entrou para história. A cena que mais chamou a atenção no jogo foi quando o árbitro Wilson Luiz Seneme tentou advertir um jogador do Bahia com o cartão amarelo. Ok. O Marcone realmente fez a falta, o juiz teve postura de repreensão, colocou a mão no bolso e e e. pééén.
Cadê o cartão, seu juiz!?! Opa esqueceu. Não tinha nada no bolso. Sorte que o quarto árbitro Sérgio Antônio dos Santos correu lá e deu uma mãozinha. Mesmo assim, Wilson ainda ralou para correr atrás do lateral direito e penalizá-lo. Hilário!!
Agora, Gama, é hora de juntar os cacos – vááários- e definitivamente fazer um campeonato candango decente, tentar voltar a disputar a Copa do Brasil e retornar à Série B. A nova diretoria(que aliás de nova não tem nada)promete começar a pensar na reconstrução do time ainda hoje. aiai.
Veja lá seu presidente Paulo Goyas, o Bezerrão já anda sendo chamado por aí de “Elefantão”.
A queda, claro, deixou marcas. E a torcida anda cantando uma música tema/lema que é bem apropriada:
“Nós somos torcedores do Gama,
E temos muito pra dizer
Nós somos campeões de fama,
Sabemos ganhar e até perder
Nós somos a torcidade organizada,
Que aumenta com fé e união
Topando enfrentar qualquer parada,
Pra seguir e ficar com o Gamão.
Gamão! Oh, querido Gamão!
Nós estamos com você
Não importa que esteja
A ganhar ou a perder.”

Guga, torcedor ilustre do Avaí, carregado pela torcida na comemoração do retorno do time à Série A
A famosa frase “Esse Avaí faz coisa” , do comentarista esportivo de Santa Catarina Miguel Livramento, é sempre pronunciada pela torcida quando algo surpreendente ocorre no clube. Não muito diferente, no último dia 11 deste mês, torcedores gritaram e comemoraram muito: depois de 30 anos, o Avaí retornou à Série A do Campeonato Brasileiro.
O time disputou a primeira divisão do Brasileirão quatro vezes: em 74, 76, 77 e 79. Uma façanha do Avaí foi a conquista da Série C, em 98, resultado que rendeu o único título nacional que um clube de Santa Catarina conquistou.*
A confirmação do retorno à Série A veio com três rodadas de antecedência, com 66 pontos somados. O jogo do campeonato foi decidido pelos pés de Evandro, que marcou o único gol da partida contra o Brasiliense.
Durante a Série B deste ano, o Avaí teve uma campanha certinha, regular e bem planejada pelo técnico Silas. De olho no acesso, no dia da “decisão” o público compareceu em grande número e lotou o estádio Ressacada. Entre crianças, idosos, mulheres e etcetal um torcedor para lá de ilustre:o tricampeão Guga, apaixonado assumido pelo Leão da Ilha.
E em homenagem ao Time da Raça, aos torcedores que estão enfrentando com garra todos os recentes problemas em Santa Catarina e a um dos maiores e mais fantásticos tenistas do mundo - três vezes vencedor do chiquérrimo Roland Garros - nós colocamos aqui o hino do Avaí em Francês! Depois de escutar, veja aqui a letra do hino em português.
* Torcemos muito para que esse estado de calamidade termine em Santa Catarina. Desejamos força e esperança pra toda a população de SC.
** Agradecemos ao jornalista esportivo “louco por futebol” Celso Unzelte, sempre tão gentil, por ter nos concedido o aúdio desse hino em francês.

O jogo é só amanhã, mas o Gama ( DF) já está com movimento de fãs, tietes e jornalistas desde o início da manhã dessa terça . A Seleção Brasileira e a Lusitana mexeram com as emoções e a rotina da cidade.
No treino de hoje, os 12 mil lugares reservados para a torcida foram pouco. Do lado de fora, milhares de pessoas estavam ansiosas para verem o conterrâneo Kaká e o candidato a melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo. Frustrados,alguns torcedores fizeram barulho e protestaram contra o preço abusivo do jogo de amanhã (R$ 250 ou R$ 180).
Dentro de campo, os Tupiniquins treinaram por apenas 35 minutos. Entre ameaças e polêmicas de fica ou não fica, o técnico Dunga realizou um coletivo e apresentou duas novidades. Na vaga do zagueiro brasiliense Lúcio (que se machucou na véspera, uma pena.), entrou Thiago Silva, do Fluminense. O volante Anderson entrou no lugar do pouco eficiente Josué. O coletivo terminou empatado em 1×1 com gols de Pato(que abriu o placar para os reservas) e Elano.
A base do time que jogará amanhã é a mesma daquele que vem se apresentando nas partidas das Eliminatórias da Copa de 2014. É esperar que pelo menos saia um golzinho, porque as três últimas atuações dentro do país foram pífias e marcadas por jejum.
Ojalá ocorra uma boa atuação, pois a segunda colocação nas Eliminatórias não convence nenhum pouquinho. Ah, e ver para crer como será Zezé, hino e pans…
Falando em música, por um dos setores da cidade haverá antes do jogo apresentação de bandas e dj’s locais. Segue abaixo toda a programação do amistoso:
19 de novembro de 2008, quarta-feira. AMANHÃ!
17h – Abertura dos portões para o público;
18h – Abertura da estrutura VIP para recepção de 250 convidados; 18h30 – Início da apresentação de bandas locais e convidados ns Praça 4 do Setor Sul do Gama; 19h30 – Chegada do Governador, Vice-Governador e comitivas; (ixi, então, muitas pessoas)
19h30 – Chegada das seleções do Brasil e Portugal ao estádio;
21h – Deslocamento das autoridades da estrutura VIP em direção à tribuna de honra para assistir o jogo; (terããão altas. Pelé, Massa, Felipão, Romário..)
21h50 – Final da apresentação das bandas e dos DJs e início de apresentação do jogo pelo telão, na Praça 4 do Setor Sul;
21h50- Uma cantora poturguesa irá entoar o hino de Portugal e logo em seguida a dupla Zezé Di Camargo e Luciano irá cantar o hino nacional brasileiro.
21h55 – Início do jogo.
Viram, né? Os primeiros passos para Brasília trazer o jogo de abertura da Copa de 2014 já foram dados. Daqui a pouco é o Mané Garrincha.
O Estádio Bezerrão será reinaugurado oficialmente na próxima quarta-feira(19 de novembro), exatamente daqui a uma semana. Depois de mais de três anos de reforma e um investimento maior que R$ 50 milhões, o reduto do Aliviverde Candago irá receber as Seleções do Brasil e de Portugal. A capacidade máxima do jogo será para um público de 19.358 pessoas.
Este será o segundo confronto entre as duas seleções na era Dunga. O primeiro ocorreu em 6 de fevereiro de 2007, no Emirates Stadium, em Londres. Portugal, ainda sob o comando de Luiz Felipe Scolari, venceu por 2 a 0, com gols de Simão Sabrosa e Ricardo Carvalho. Será diferente, agora? Tenho lá minhas dúvidas, porém, tenho lá esperanças, admito. Kaká do nosso lado e Cristiano Ronaldo do outro. Vamos ver quem será o nome do jogo. Aliás, o Kaká nasceu no Gama!
Bom, quem quiser conferir de perto o belo estádio e o clássico mundial terá que desembolsar simplesmente R$ 90 pela meia entrada. Ahn ran. E, ah! para o lugar mais chocho. Isso mesmo. Se ainda assim estiver disposto, por favor, corra! Os ingressos serão vendidos a partir de amanhã ( dia 13) em seis pontos de venda.
Fique ligado, apenas 9.498 bilhetes serão comercializados. Os outros 9.860 serão distribuídos pelo GDF para convidados e organizadores. A administração do Gama vai sortear 2 mil deles e 500 operários da obra ganharão entradas gratuitas.
Vamos lá, pontos de venda:
Pela internet, no site www.ingresso.com.br
ou,
- Quiosque lojas Americanas no Brasília Shopping
- Quiosque lojas Americanas Blockbuster Lago Sul
- Quiosque lojas Americanas Blockbuster Lago Norte
-Quiosque lojas Americanas Blockbuster 506 Sul
-Quiosque lojas Americanas Blockbuster Pátio Brasil
Na sexta-feira, os ingressos também serão vendidos na bilheteria do Bezerrão, a partir das 10h. Já disse que o valor mínimo e para estudante custa R$ 90, né? A inteira vale R$ 180. Essa entrada é destinada para as arquibancadas sul e norte, que ficam atrás do gol. Os assentos para as laterais do campo custam R$ 250 a integral e RS 125 a meia.
A área coberta do lado oeste terá 200 lugares reservados para cadeirantes. Os bilhetes custam R$ 200 (inteira) R$ 100 (meia) e dão direito a um acompanhante.
Pensa que acabou?
Rá! Nããão. Esse post é uma resposta a alguns pedidos ansiosos de “quanto será o jogo?” “onde venderá”, hehe. Isso dissemos acima.
Mas, a notícia bombastica que acabou de ser revelada na coletiva do Bezerrão é que o hino nacional será entoado pela voz da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano.
COMO FAZ? Não sabemos o que dizer, nem o que esperar…
puxa…
E, falando em música, segunda-feira que vem -dois dias antes do jogo!- ocorrerá uma apresentação com show gospel no Bezerrão. (atualizando:shows com o Pastor Egmar e os cantores Valdirene e Sanny, além das bandas Passageiros de Cristo e Trazendo a Arca, às 17h).
Só sei que horas depois o gramado deverá estar impecável. Afinal, haverá treino das duas Seleções, a partir das 16h de terça-feira.
Vamos ver a organização de tudo isso, né? Porque como nós falamos há tempos e tempos sobre esse jogo: ELES SÓ PENSAM EM 2014! (óbvio). Tanto que consideram pouco os R$ 9 milhões gastos (R$ 3 mi de cachê para cada Seleção e o restante com hospedagem, passagem e imposto).
enquanto isso, o Gama perdeu ontem para o Paraná por 2×1 e “em casa” (Mané Garrincha). A cada rodada o time vai confirmando sua queda para a Série C….

