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	<title>O Gol de Letra &#187; pitacos</title>
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			<title>O Gol de Letra</title>
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		<title>Ouro de Tolo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 16:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*** Texto de Eduardo Rodrigues, recém-graduado em Jornalismo pela Universidade de Brasília***
Eu devia estar contente por ter conquistado novamente o Campeonato Paulista após 12 anos sem levantar a taça do estadual.
Eu devia estar feliz por ter novamente visto um time jogando com raça um futebol de encher os olhos.
Eu devia estar alegre e satisfeito por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*** Texto de Eduardo Rodrigues, recém-graduado em Jornalismo pela Universidade de Brasília***</strong></p>
<p>Eu devia estar contente por ter conquistado novamente o Campeonato Paulista após 12 anos sem levantar a taça do estadual.</p>
<p>Eu devia estar feliz por ter novamente visto um time jogando com raça um futebol de encher os olhos.</p>
<p>Eu devia estar alegre e satisfeito por ter saído de um jejum de títulos que já durava oito anos.</p>
<p>Eu devia estar comemorando a volta de uma boa parceria para o clube, patrocínios de peso e o início da construção do estádio mais moderno do continente.</p>
<p>Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter presenciado o surgimento de um novo ídolo e o retorno de um santo à melhor forma física.<br />
 <br />
Eu devia estar contente por ter conseguido tudo isso em 2008, mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado. Porque pareceu tão fácil conseguir e nos fizeram acreditar nas promessas de que muito mais viria por aí&#8230;</p>
<p>Eu tenho uma porção de coisas grandes para conquistar e eu não posso ficar aí parado.<br />
 <br />
É você olhar no espelho e se sentir um tanto quanto enganado, saber que tem uma equipe psicologicamente limitada que não consegue manter uma boa performance na reta final de um longo campeonato que chegou a liderar.</p>
<p>Abrir os olhos para ver que o técnico se preocupa mais com a própria imagem do que com uma competição continental.</p>
<p>Perceber que apostar na experiência ao vender um mago para contratar jogadores quase aposentados não significa ter feito um bom negócio.<br />
 <br />
E você ainda acredita que ter indicados para melhores atletas do ano em praticamente todas as posições significa que o seu time do coração poderia ter vencido mais, conquistado mais&#8230;</p>
<p>Eu é que não me sento no trono de um apartamento com uma cerveja gelada na mão assistindo um dos meus maiores rivais voltar a ser campeão mundial ou brasileiro no final do ano, como tenho quase me acostumado. Porque longe das bandeiras tricolores que tremulam nos quintais, do cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra de um projeto que não deve &#8211; nunca &#8211; ser abandonado, mas precisa &#8211; com urgência &#8211; ser repensado.</p>
<p><em>O Palmeiras conquistou o Campeonato Paulista em 2008 e terminou o Brasileirão em quarto lugar, ficando com a última vaga nacional para a Libertadores 2009.  Foi eliminado da Copa Sulamericana nas quartas-de-final pelo o inexpressivo Argentinos Jrs. “Ouro de Tolo” é uma música de Raul Seixas, composta em 1973.</em></p>
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		<title>São Paulo e Radiohead &#8211; Tudo está no seu devido lugar</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 01:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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		<description><![CDATA[*** Texto de Leandro Zaca, formando em Publicidade e Propaganda pela UnB***
O que teriam em comum um time recém hexacampeão brasileiro e uma das bandas mais aclamadas de todos os tempos? A comparação, a primeira vista, pode parecer insustentável, mas examinada com minúcia, ela fica bem interessante.
Deixando as diferenças obviamente claras entre ambos, apesar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*** Texto de Leandro Zaca, formando em Publicidade e Propaganda pela UnB***</strong><br />
O que teriam em comum um time recém hexacampeão brasileiro e uma das bandas mais aclamadas de todos os tempos? A comparação, a primeira vista, pode parecer insustentável, mas examinada com minúcia, ela fica bem interessante.</p>
<p>Deixando as diferenças obviamente claras entre ambos, apesar de uma equipe poder jogar tão criativamente como um grupo musical faz suas canções e as bandas serem tão entrosadas como a seleção de 70, o Radiohead e o São Paulo tem muito em comum, pois os dois entenderam o mercado onde estão inseridos, e correram atrás para buscar alternativas de obter sucesso em suas empreitadas.</p>
<p>O São Paulo é hoje o único time hexa e tricampeão consecutivo da história do futebol brasileiro e o time que mais somou pontos desde o início da competição por pontos corridos, porque conseguiu focar numa coisa tão vital para esses novos desafios: estrutura. Palavrinha tão banalizada na boca de figurões, cartolas e presidentes de clubes, mas notadamente pouco entendida de fato, a ponto de se mobilizarem para pôr todo o seu significado em prática.</p>
<p>Os dirigentes do clube são paulino deram atenção às categorias de base com o mesmo nível de atendimento dos jogadores profissionais, apostaram na permanência de Muricy Ramalho, que pôde desenvolver um trabalho a longo prazo, e mantiveram uma base e formação tática sempre sólidas, apesar da saída e entrada de novos jogadores.</p>
<p>Como se não bastasse, construíram uma clínica de reabilitação de jogadores muito eficaz, o Reffis, investiram em contratos duradouros, patrocinadores lucrativos, estratégias de marketing bem elaboradas, megalojas com produtos do clube, e até um bar temático dentro do Morumbi. Tudo isso fez com que o Tricolor Paulista esteja hoje no seu devido lugar, com a taça novamente nas mãos.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que tudo isso ocorre nas peladas tupiniquins, o mundo da música mundial, das grandes gravadores, dos milhões de cópias vendidas, de superprodutores e estúdios famosos foi abalado severamente pela facilidade da produção e troca de conteúdo e colaboratividade da chamada web 2.0.<br />
Entre mortos e feridos, em meio a todo esse desmoronamento do estandarte da indústria fonográfica, o Radiohead, banda sempre antenada e inventiva, que compôs discos inesquecíveis como Ok Computer e Kid A, conseguiu ser mais uma vez surpreendente. Propôs o que ninguém jamais esperava, o novo cd “In Rainbows” foi lançado na internet com um sistema inovador de “pague quanto quiser”.</p>
<p>O vocalista Thom Yorke e companhia mostraram que entenderam o andamento da carruagem, que era preciso botar as coisas em seu devido lugar, já que é impossível lutar contra o mercado ilegal de música, os bittorrents e a rede peer-to-peer.</p>
<p> Só com o buzz gerado pela genial iniciativa, fez com que todo o mundo ficasse de olho no novo álbum da banda, e tudo claro, apenas com mídia espontânea, em blogs e jornais, sem gastar um centavo com publicidade.</p>
<p>Ambos conseguiram ver além do seu próprio status de time com recursos e banda renomada, e intencionaram inovar. Nenhuma outra banda conseguiu estar tão presente na mídia, e tão atrelada de forma positiva a seus fãs como o Radiohead.</p>
<p>Nenhum outro clube brasileiro fez tanto como o São Paulo, para focar em resultados e construir uma imagem duradoura para com os novos e antigos torcedores.</p>
<p>Só o Radiohead viu a oportunidade de fechar com o Google uma parceria e lançar o clipe de House of Cards (que por si só foi inovador, feito sem o uso de câmeras, apenas com lasers e scanners) pela web.</p>
<p>Além disso, enxergaram na rede de computadores uma forma de aproximar seu público, lançando um concurso para os fãs fazerem o clipe de Reckoner, nova música de trabalho.</p>
<p>E, só o São Paulo conseguiu manter um técnico por mais de três anos, fechar os maiores contratos publicitários do Brasil, construir até lojas de grife, atendendo assim vários nichos e públicos diferentes.</p>
<p> Só ele tem a torcida que mais cresce do país, mostrando que é preciso não só investir no clube em si, mas também na imagem e na marca São Paulo.</p>
<p>Por que, então, parece tão difícil para clubes brasileiros entender que entregar o time nas mãos de uma empresa milionária e salvadora jamais pode ser a solução, se essa não vier com planejamento, estrutura e com a visão do mercado e dos novos modelos de negócio que surgem? No fundo, para os dois casos, a coisa é simples, mas ainda assim rockstars e grandes selos musicais, clubes e seus diretores, insistem em correr contra a corrente. Insistem em não entender que se as coisas não vão bem, é porque elas não estão em seu devido lugar.</p>
<p><em>Everything is in its right place (Tudo está em seu devido lugar) faz parte de Kid A, quarto álbum do Radiohead. E, para o delírio dos fãs, a banda felizmente toca no Brasil em março de 2009.<br />
</em></p>
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		<title>Dentre os grandes és o primeiro</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 01:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hinos]]></category>
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		<description><![CDATA[*** Texto de Leandro Zaca, formando em Publicidade e Propaganda pela UnB***
Um jogo que marcou a história do futebol brasileiro. Consagrou o seu primeiro hexacampeão e único time a ganhar um tricampeonato seguido. E, eu poderia quase dizer que ele aconteceu do outro lado da rua. São Paulo e Goiás foi um jogo não muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*** Texto de Leandro Zaca, formando em Publicidade e Propaganda pela UnB***</strong></p>
<p>Um jogo que marcou a história do futebol brasileiro. Consagrou o seu primeiro hexacampeão e único time a ganhar um tricampeonato seguido. E, eu poderia quase dizer que ele aconteceu do outro lado da rua. São Paulo e Goiás foi um jogo não muito empolgante em seus noventa minutos para aqueles que não torcem para o tricolor paulista, mas inesquecível para os mais de 15 mil torcedores que lotaram o Bezerrão.</p>
<p>A emoção e a expectativa foram grandes, a começar pela fila enorme formada no ginásio Nilson Nelson e as muitas horas em pé no sol escaldante para comprar os ingressos. Mas, em nenhum minuto faltou animação e vontade de ver o São Paulo sagrar-se o maior de todos os campeões desse país. O hino e os cantos da torcidas começaram ali na fila e terminaram só muito depois do jogo acabar.</p>
<p>A ansiedade era visível nos semblantes de cada um que esperava o momento de gritar “É campeão”. O estádio foi sendo tomado vagarosamente pelos torcedores são paulinos, e por volta da 4 horas, o que era possível de se ver eram mais de 15 mil torcedores já empurrando o time e balançando as 20 mil bandeiras distribuídas do lado de fora do campo. Que por sinal, é pequeno, o que já dava sinais de ali ser travado um jogo truncado e de muita marcação. Mas, para os brasilienses são paulinos que presenciaram a partida foi a glória, pois puderam ver bem de perto cada um dos craques em campo.</p>
<p>Após um pequeno atraso e uma confusão gerada por uma disputa boba pelo banco de reservas, foi dado o apito inicial. Era hora de roer todas as unhas e de grudar no radinho, para que não passassem em branco os lances do jogo entre Grêmio e Atlético Mineiro. A torcida além de incentivar, se comprometeu a vaiar o Goiás quando este tocava na bola. O que deu certo em partes, pois ambos os times estavam nervosos e erravam bastante. O time goiano chegou a gritar gol quando Paulo Baier de letra quase abriu o placar.</p>
<p>Mas, quem chegou de fato a esgoelar-se foi o torcedor tricolor, que logo aos 20 minutos vibrou com Borges. Depois da cobrança de Rogério Ceni, que desde o apito da falta já tinha seu nome ovacionado pela torcida, o atacante são paulino teve só que empurrar para as redes o chute torto de Hugo. Torcedor algum pôde dizer que havia impedimento no lance, pois ao ver a rede balançar, a única coisa que foi possível expressar foi a alegria de um gol, que poderia ser o do hexa, acontecer ali a pouquíssimos metros.</p>
<p>O jogo seguiu, veio o segundo tempo, e a chuva tomou conta do Bezerrão. Uma tempestade que impedia um pouco a vista de tão forte, mas que por causa do frio, incitava o torcedor a pular e cantar ainda mais. O São Paulo melhorou, e conseguiu criar algumas chances com Dagoberto e uma bola na trave, que depois da defesa incrível do goleiro Iarlei, para o desespero são paulino, não entrou. Depois disso, a angústia pelo apito final ia só aumentando, até que a torcida encharcada pôde finalmente ir à loucura e soltar o grito de Hexacampeão.</p>
<p>A festa tomou conta do estádio. Ver o Muricy Ramalho sozinho dando a volta no campo, fazendo questão de cumprimentar quase que cada torcedor ali presente, foi indescritível. Os jogadores também foram até o alambrado para mostrar a taça, e junto a torcida comemoraram e vibraram bastante.</p>
<p>O Bezerrão ficou ainda menor, ao ter que agüentar tamanha felicidade dos milhares ali presentes, que o tempo todo cantaram “São Paulo eu te amo demais/O dia em que tu não existires/ Eu não quero sorrir nunca mais”.  Era hora de sair para a rua, começar o buzinaço e gritar aos quatro ventos “Dentre os grandes és o primeiro”.</p>
<p><em>São Paulo. Campeão Brasileiro em 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.</em></p>
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		<title>Cansei</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*** Texto de Gabriel Castro, formando da Faculdade de Comunicação da UnB.****
Repare, prezado leitor, na história inacreditável compilada no vídeo abaixo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uFls7gbbJ2s]
É o retrato de um bando de covardes.
Agora assista à seguinte cena.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0Q-dBori0F4]
É esse o Botafogo que eu quero.
Não tolero mais Túlio chorão, Lucinho Pantufa Flávio, Jorge Cai Cai Henrique, Wellington Paulista e Diguinho, o surfista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*** Texto de Gabriel Castro, formando da Faculdade de Comunicação da UnB.****</strong></p>
<p>Repare, prezado leitor, na história inacreditável compilada no vídeo abaixo.<br />
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uFls7gbbJ2s]</p>
<p>É o retrato de um bando de covardes.</p>
<p>Agora assista à seguinte cena.</p>
<p>[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0Q-dBori0F4]</p>
<p>É esse o Botafogo que eu quero.</p>
<p>Não tolero mais Túlio chorão, Lucinho Pantufa Flávio, Jorge Cai Cai Henrique, Wellington Paulista e Diguinho, o surfista de Canoas. Os que ainda não foram embora, o façam o quanto antes.</p>
<p>Assim como já se foram Dodô, Joilson, André Lima e Juninho. Sem sangue. Amarelões. Covardes. Mocinhas.</p>
<p>O botafoguense dos anos 60 era um mal-acostumado; via em campo uma das maiores formações futebolísticas de todos os tempos. É o time do zombeteiro Mané Garrincha, que não sabia o que era tática e ainda sim humilhava, um a um, os adversários.</p>
<p>O alvinegro da década de 80, um conformado. Aprendeu a apanhar com dignidade, e enchia os estádios mesmo na fase mais aguda do jejum. É o time do Puruca.</p>
<p>Túlio Maravilha criou uma geração de botafoguenses com auto-estima e certa molecagem na década de 90. Fase repleta de ídolos.</p>
<p>Veio a queda em 2002, e em seguida o início da gestão Bebeto de Freitas. Depois chegaram Lúcio Flávio e Cuca. Formou-se trio ícone da geração <em>ninguém cala</em>: o time do quase; de jogadores e torcida apáticos; jogando bonito às vezes, mas amarelando na hora H.</p>
<p>O auge desse time se deu em 2007. Ano que se encerrou com o vexaminosa tragédia no Monumental, cujas imagens o amigo já viu logo acima.</p>
<p>2008 foi o ano da transição. No mesmo time, André Sagat Luis e Pantufinha.</p>
<p>O ano que vem deve ser o marco da nova geração: que a torcida volte a cantar nos estádios a musiquinha que ironiza a morte dos flamenguistas quando parte da arquibancada do Maracanã cedeu, em 1992. Quero ouvir os bons xingamentos ecoarem pelos estádios. Quero invasão de treino se a equipe perder 3 jogos seguidos.</p>
<p>Exijo um time que jogue feio, e que enfrente cada dividida como se jogasse a final do mundial contra o Manchester em Yokohama, e não a terceira rodada da Taça Rio contra o Bangu, em Moça Bonita. Que não chore quando for roubado, mas tire o cartão da mão do juiz e advirta o árbirtro.</p>
<p>Quero ver Zárate balançar as redes depois de trombar com o zagueiro e, em seguida, erguer o punho cerrado e sair comemorando com sua cara redonda.</p>
<p>André Luis sendo expulso muitas vezes, cada vez de forma mais original.</p>
<p>Túlio Souza dando carrinho em qualquer um que passar pela frente.</p>
<p>Castillo catimbando sempre que puder, e lançando seu cuspe uruguaio na cara do Obina.</p>
<p>Lulu Almeida quebrando a perna do Richarlysson, como fez com o Reasco no ano passado.</p>
<p>Rey Franco, anote aí. O time é esse:</p>
<p>CastÍDOLO, Alessandro, André Luis, Ferrero (volta) e Lulu Almeida; Wellington Júnior, Túlio<br />
Souza, Verón (vem) e Lucas Silva; Zárate e Fábio Will Smith.</p>
<p>Leandro Guerreiro e Renato Silva talvez possam ficar no banco de reservas.</p>
<p>Não quero mais ouvir  <em>&#8220;E ninguém cala&#8221; </em>no Engenhão. Aliás, não quero mais jogos no Engenhão, e sim no caldeirão de Niterói Caio Martins. 12 mil pessoas  gritando à beira do alambrado. E  os adversários perdidos em meio ao gramado esburacado.</p>
<p>Chega desse clima festivo, de resgate da dignidade. Obrigado, Bebeto de Freitas, mas chega.</p>
<p>Para 2009, quero sangue, fúria, confusão, violência e caos.</p>
<p>Porque títulos, nós não vamos ganhar mesmo, de qualquer jeito.</p>
<p><em>O Botafogo terminou o Brasileirão em sétimo lugar.</em></p>
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		<title>Cala a boca, Bárbara</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 23:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[***  Texto de Braitner Moreira, blogueiro do  www.quattrotratti.com  e estudande da UnB ***

Cala a boca, Bárbara! Porque Adílson, queira você ou não, sabe dos caminhos dessa terra que leva a Libertadores. Criticado e não raro apupado por Bárbara a plenos pulmões no Mineirão, o Capitão América comandou o clube mais estável da temporada brasileira. Mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>***  Texto de Braitner Moreira, blogueiro do  <a href="http://www.quattrotratti.com">www.quattrotratti.com</a>  e estudande da UnB ***<br />
</strong></p>
<p>Cala a boca, Bárbara! Porque Adílson, queira você ou não, sabe dos caminhos dessa terra que leva a Libertadores. Criticado e não raro apupado por Bárbara a plenos pulmões no Mineirão, o Capitão América comandou o clube mais estável da temporada brasileira. Mesmo campeão Mineiro, eliminado na Libertadores só pelo temido Boca Juniors e terceiro colocado no Brasileiro tendo passado 37 das 38 rodadas no G-4, Adílson nunca foi unanimidade e Bárbara foi contra sua permanência.</p>
<p>Bárbara, coitada, se esquece de quem construiu o time cruzeirense mais estável desde a Tríplice Coroa, só não mais confiável devido à baixa idade média do elenco. Também remonta de 2003 o alto número de jogadores identificados com Bárbara. Fábio, Jadílson, Ramires, Fabrício, Wagner e Guilherme caíram em sua boca. E Bárbara se faz de difícil pra Thiago Heleno, Jonathan, Henrique. Mas acredite, se um dia os perder, Bárbara vai ter dificuldade para encontrar o sono.</p>
<p>Até mesmo quem estava no grupo se viu reconstruído por Adílson, cuja teimosia não fazia bem para quem estava de fora. Nenhum daqueles que olham a vida dos dois de fora gosta de treinos táticos fechados, muito menos mistério. E treinos assim abertos Adílson fez apenas dois em todo ano, ambos em dezembro. Era de se esperar que a imprensa alcoviteira jogasse Bárbara contra Adílson e assim se fez.</p>
<p>E Adílson nunca se fez de rogado, nunca abandonou seus ideais por Bárbara. Perdendo, Adílson já tirou um atacante para botar um volante e saiu com o jogo vencido. Mas Bárbara, boa mulher, só se lembra de quando isso não deu certo. Adílson, bom homem, soube admitir que não fez nada certo quando saiu humilhado de Goiânia. Mas Bárbara, oras, não soube elogiar quando os volantes de Adílson guiaram o time pelo sucesso em Curitiba.</p>
<p>Muito porque Bárbara é exigente, mas não é muito diferente das outras. Gosta mesmo é de um bom lugar-comum, de bom papo e boa aparência. Adílson sabe dos segredos que ninguém ensina e é parceiro nas campanhas, nos currais, nas entranhas. E de Bárbara, olha só, quantos ais ai.</p>
<p>Cala a boca, Bárbara! Este homem te salvou quando estava prestes a entrar na zona com Renato Gaúcho. Com Adílson você tem passado, ganhou presente e espera um bom futuro. Olha o fogo e cala a boca, Bárbara.</p>
<p><em>O Cruzeiro conseguiu uma das vagas para a Libertadores 2009 e terminou o Brasileirão em terceiro lugar.  &#8220;Cala a boca, Bárbara&#8221; é uma música de Chico Buarque e Ruy Guerra, composta em 1972/73 para a peça Calabar.</em></p>
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		<title>2009 promete</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 01:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana e Nanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*** Texto de Vitor Matos, recém graduado em jornalismo da Universidade de Brasília****
Este que se despede foi um ano de derrotas monumentais para o Flamengo. A maior delas, me dói só de pensar, remonta ao dia sete de maio, uma impiedosa goleada imposta pelo América do México, conduzido pela estrela de Cabañas. Caio Júnior, nesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*** Texto de Vitor Matos, recém graduado em jornalismo da Universidade de Brasília****</strong><br />
Este que se despede foi um ano de derrotas monumentais para o Flamengo. A maior delas, me dói só de pensar, remonta ao dia sete de maio, uma impiedosa goleada imposta pelo América do México, conduzido pela estrela de Cabañas. Caio Júnior, nesse dia, assistiu ao desastre das arquibancadas. Mal imaginava o treinador que para ele também estariam reservados vexames históricos.</p>
<p>Muitos comentaristas dizem que o Flamengo perdeu as chances de disputar algo maior no campeonato depois daquelas sete rodadas, no fim do primeiro turno, em que fez apenas dois pontos. Mas o time conseguiu se recuperar depois dessa má sequência, principalmente com a chegada de reforços do quilate do Marcelinho Paraíba. Na verdade, foram nas últimas rodadas, disputando pontos cruciais no Maracanã, que o time deixou escapar de uma vez por todas as possibilidades de título e de vaga na Libertadores. A derrota para o Atlético Mineiro, diante de oitenta mil torcedores, o empate contra a Portuguesa e o inexplicável empate contra o Goiás, depois de abrir três a zero no marcador, foram os reais vilões das aspirações rubro-negras. Tivesse ganhado um desses jogos, hoje o time estaria comemorando a sonhada classificação para a Libertadores.</p>
<p>O que mais indigna é saber que, neste domingo, o time só precisava ter ganhado, já que o Palmeiras, concorrente direto pela vaga, conseguiu a façanha de perder para o Botafogo em pleno Parque Antártica. Porém, mais uma vez o Flamengo tira da cartola uma derrota homérica. Levou cinco gols de um Atlético Paranaense que, neste campeonato, apanhou de quase todo mundo, dentro e fora de casa.</p>
<p>Mas tudo bem. O torcedor flamenguista sempre se notabilizou pelo seu inabalável otimismo, não é agora que iremos abaixar a cabeça. Ainda mais porque 2009 vem aí e, não resta dúvidas, este sim será o ano do Mengão. No ataque, Ronaldo, Adriano e Obina. No meio, Fellype Gabriel, voltando de empréstimo, Marcelinho Paraíba e Edgar Davids, que já manifestou seu enorme desejo de vestir o manto rubro-negro. E no banco de reservas, Renato Gaúcho. Ninguém segura, é hexa.</p>
<p><strong>*** Nem a ausência na Libertadores do ano que vem desmotiva a maior torcida do país. A partir dessa confiança citada acima, recebemos o seguinte comentário de um torcedor flamenguista fanático.</strong></p>
<p>&#8216;Eu canto grito e repito</p>
<p>&#8220;Flamengo de todos os deuses</p>
<p>Flamengo, os meus olhos estão brilhando</p>
<p>Meu coração palpitando</p>
<p>De tanta felicidade</p>
<p>Tens na Torcida uma força sem igual</p>
<p>Meu glorioso Flamengo</p>
<p>Cada jogo uma vitória</p>
<p>Cada vitória um carnaval&#8221;</p>
<p>se tudo der certo tenho certeza que o time brigará pelo título em 2009&#8242; <strong>Danilo Costa</strong></p>
<p><em>O Flamengo terminou o Brasileirão/2008 em quinto lugar.</em></p>
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