Cansei
*** Texto de Gabriel Castro, formando da Faculdade de Comunicação da UnB.****
Repare, prezado leitor, na história inacreditável compilada no vídeo abaixo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uFls7gbbJ2s]
É o retrato de um bando de covardes.
Agora assista à seguinte cena.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0Q-dBori0F4]
É esse o Botafogo que eu quero.
Não tolero mais Túlio chorão, Lucinho Pantufa Flávio, Jorge Cai Cai Henrique, Wellington Paulista e Diguinho, o surfista de Canoas. Os que ainda não foram embora, o façam o quanto antes.
Assim como já se foram Dodô, Joilson, André Lima e Juninho. Sem sangue. Amarelões. Covardes. Mocinhas.
O botafoguense dos anos 60 era um mal-acostumado; via em campo uma das maiores formações futebolísticas de todos os tempos. É o time do zombeteiro Mané Garrincha, que não sabia o que era tática e ainda sim humilhava, um a um, os adversários.
O alvinegro da década de 80, um conformado. Aprendeu a apanhar com dignidade, e enchia os estádios mesmo na fase mais aguda do jejum. É o time do Puruca.
Túlio Maravilha criou uma geração de botafoguenses com auto-estima e certa molecagem na década de 90. Fase repleta de ídolos.
Veio a queda em 2002, e em seguida o início da gestão Bebeto de Freitas. Depois chegaram Lúcio Flávio e Cuca. Formou-se trio ícone da geração ninguém cala: o time do quase; de jogadores e torcida apáticos; jogando bonito às vezes, mas amarelando na hora H.
O auge desse time se deu em 2007. Ano que se encerrou com o vexaminosa tragédia no Monumental, cujas imagens o amigo já viu logo acima.
2008 foi o ano da transição. No mesmo time, André Sagat Luis e Pantufinha.
O ano que vem deve ser o marco da nova geração: que a torcida volte a cantar nos estádios a musiquinha que ironiza a morte dos flamenguistas quando parte da arquibancada do Maracanã cedeu, em 1992. Quero ouvir os bons xingamentos ecoarem pelos estádios. Quero invasão de treino se a equipe perder 3 jogos seguidos.
Exijo um time que jogue feio, e que enfrente cada dividida como se jogasse a final do mundial contra o Manchester em Yokohama, e não a terceira rodada da Taça Rio contra o Bangu, em Moça Bonita. Que não chore quando for roubado, mas tire o cartão da mão do juiz e advirta o árbirtro.
Quero ver Zárate balançar as redes depois de trombar com o zagueiro e, em seguida, erguer o punho cerrado e sair comemorando com sua cara redonda.
André Luis sendo expulso muitas vezes, cada vez de forma mais original.
Túlio Souza dando carrinho em qualquer um que passar pela frente.
Castillo catimbando sempre que puder, e lançando seu cuspe uruguaio na cara do Obina.
Lulu Almeida quebrando a perna do Richarlysson, como fez com o Reasco no ano passado.
Rey Franco, anote aí. O time é esse:
CastÍDOLO, Alessandro, André Luis, Ferrero (volta) e Lulu Almeida; Wellington Júnior, Túlio
Souza, Verón (vem) e Lucas Silva; Zárate e Fábio Will Smith.
Leandro Guerreiro e Renato Silva talvez possam ficar no banco de reservas.
Não quero mais ouvir “E ninguém cala” no Engenhão. Aliás, não quero mais jogos no Engenhão, e sim no caldeirão de Niterói Caio Martins. 12 mil pessoas gritando à beira do alambrado. E os adversários perdidos em meio ao gramado esburacado.
Chega desse clima festivo, de resgate da dignidade. Obrigado, Bebeto de Freitas, mas chega.
Para 2009, quero sangue, fúria, confusão, violência e caos.
Porque títulos, nós não vamos ganhar mesmo, de qualquer jeito.
O Botafogo terminou o Brasileirão em sétimo lugar.
É a vergonha total!
É por isso é que todos esses craques que passam no vídeo não passam da cepa torta. André Luiz, Paulo Almeida, Carlos Alberto… todos eles passaram pelo nosso futebol e o mais que conseguiram foi um bilhete de volta para o Brasil.
Mas como podem evoluir estes jogadores num futebol em que até o exemplo da polícia é o que se vê?
Virilidade sim, demência é que não.
É a vergonha total!
É por isso é que todos esses craques que passam no vídeo não passam da cepa torta. André Luiz, Paulo Almeida, Carlos Alberto… todos eles passaram pelo nosso futebol e o mais que conseguiram foi um bilhete de volta para o Brasil.
Mas como podem evoluir estes jogadores num futebol em que até o exemplo da polícia é o que se vê?
Virilidade sim, demência é que não.