Verde-e-rosa tricolor

18 outubro 2008
by Jana e Nanda

 

Homenagem da torcida tricolor a Cartola

Homenagem da torcida tricolor a Cartola

 

“Verde que te quero Rosa, é a Mangueira”. Um dos versos mais populares de Cartola. A referência do sambista é tão forte que fica quase impossível não associá-lo à imagem da agremiação. E nem poderia ser diferente, afinal, o compositor – e um dos fundadores – foi o responsável tanto pela escolha do nome como pelas cores da Escola carioca.
 
O curioso é que o verde e rosa foi eleito por uma influência direta do Fluminense. Quando criança, Cartola praticamente viu nascer seu time do coração. Engana-se quem pensa que o mestre sempre morou no morro da Mangueira. Nascido no Catete (RJ), com a ajuda financeira de seu avô (cozinheiro da Presidência), ele viveu em Laranjeiras até os 12 anos. O bairro carioca é a sede do tricolor, razão mais que suficiente para motivar a paixão do compositor pelo Fluminense.

Existe uma ligação triste, porém intrigante, entre Cartola e o Flu. O dia 30 de novembro de 1980 foi marcado por alegrias e tristezas. Em uma tarde chuvosa, o Pó-de-Arroz derrotava o Vasco por 1×0, com gol de falta de Edinho(o Máquina), e conquistava o Campeonato Carioca daquele ano. Na mesma data, Cartola faleceu, vítima de câncer.

(Esse mesmo jogo foi o tema da última crônica escrita por Nelson Rodrigues. Fanático pelo tricolor, o autor desobedeceu ordens médicas e, no leito do hospital, ditou para seu filho todo o sentimento despertado pela conquista.)

Outubro é o mês do centenário de Cartola. Se estivesse vivo, o compositor teria completado 100 anos no último sábado, dia 11. Segundo Guimarães Rosa, “as pessoas não morrem, ficam encantadas”. Cartola continuará eternamente encantando com “As rosas não falam”, “O mundo é um moinho”, “Peito Vazio”, “Verde que te quero Rosa”, “Autonomia”, “Nós dois”, “Fita meus olhos” e “Sala de recepção” (somente para citar algumas).

 

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  1. Lucas permalink
    outubro 21, 2008

    Se o Fluminense tivesse o mesmo brilho desse torcedor ilustre, seria um dos maiores clubes do mundo.

    É um clichê, mas o Nelson Sargento fez muito bem em dizer que Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve.

    Beijos!

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