Verde-e-rosa tricolor

Homenagem da torcida tricolor a Cartola
Existe uma ligação triste, porém intrigante, entre Cartola e o Flu. O dia 30 de novembro de 1980 foi marcado por alegrias e tristezas. Em uma tarde chuvosa, o Pó-de-Arroz derrotava o Vasco por 1×0, com gol de falta de Edinho(o Máquina), e conquistava o Campeonato Carioca daquele ano. Na mesma data, Cartola faleceu, vítima de câncer.
(Esse mesmo jogo foi o tema da última crônica escrita por Nelson Rodrigues. Fanático pelo tricolor, o autor desobedeceu ordens médicas e, no leito do hospital, ditou para seu filho todo o sentimento despertado pela conquista.)
Outubro é o mês do centenário de Cartola. Se estivesse vivo, o compositor teria completado 100 anos no último sábado, dia 11. Segundo Guimarães Rosa, “as pessoas não morrem, ficam encantadas”. Cartola continuará eternamente encantando com “As rosas não falam”, “O mundo é um moinho”, “Peito Vazio”, “Verde que te quero Rosa”, “Autonomia”, “Nós dois”, “Fita meus olhos” e “Sala de recepção” (somente para citar algumas).
Se o Fluminense tivesse o mesmo brilho desse torcedor ilustre, seria um dos maiores clubes do mundo.
É um clichê, mas o Nelson Sargento fez muito bem em dizer que Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve.
Beijos!